Desafiando o Rio Mar passará por quatro unidades da UEA

Dezembro 1, 2008
 
O pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), professor Rogelio Casado, recebeu visita do Coronel de Engenharia do Exército, Hiram Reis e Silva. Durante o encontro, o coronel apresentou o projeto Desafiando o Rio Mar, que será colocado em prática a partir do próximo dia 1º de dezembro, quando, do município de Tabatinga, o coronel irá percorrer de caiaque toda a extensão do Rio Solimões, até Manaus.

De acordo com Hiram Silva, a descida do Rio Solimões de caiaque visa a reconhecer seus principais afluentes, observar a fauna, flora, hidrografia, relevo e entrevistar autoridades locais e representantes dos povos da floresta. Neste contexto, já estão programadas visitas às unidades da UEA, onde o militar irá realizar palestras de apresentação do projeto.

No Brasil, começando no município de Tabatinga, o Solimões tem como afluentes da margem direita o Rio Javari, Jutaí, Juruá e Purus. Na margem esquerda, o rio Içá e o Japurá. Percorre as cidades de São Paulo de Olivença, Amaturá, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Jutaí, Fonte Boa, Tefé, Coari, Codajás, Anamã, Anori, Manacapuru, totalizando, aproximadamente, 1.700 km até chegar a Manaus, onde ao encontrar o Rio Negro, recebe o nome de Rio Amazonas.

“O projeto Desafiando o Rio Mar visa a elaboração de uma ação comunicatória, que desperte a juventude brasileira e a mantenha acordada, com conhecimento de causa, exercendo uma pressão cidadã, no sentido de reverter o maior esbulho do patrimônio brasileiro, atualmente em andamento”, explicou o militar. Segundo o coronel, o objetivo geral do projeto é colher subsídios in loco, descendo o Rio Solimões/Amazonas de caiaque e reconhecer seus principais afluentes.


Mandatarios del ALBA apoyan posición del Ecuador sobre manejo de deuda externa

Novembro 27, 2008

Quito -  Cuatro decisiones importantes adoptaron los presidentes de la región reunidos hoy en la ciudad de Caracas, Venezuela, durante la Cumbre del ALBA.

Entre ellas están:

1.-Apoyar y solidarizarse con la decisión adoptada por el Gobierno ecuatoriano de realizar una auditoría integral al crédito público.

2.-Recomendar a los países endeudados la realización de auditorías integrales, a efectos de poner en evidencia los actos que han lesionado sus economías y el quebrantamiento del orden jurídico que debe regir a un estado de derecho..

3.- Acompañar al Ecuador en las decisiones que pudiera adoptar en relación a su deuda, que está en posesión del sistema financiero internacional, y mediante una acción común entre los países miembros, respaldar la posición del Ecuador de salvaguardar sus derechos soberanos.

4.-Alertar a los organismos financieros multilaterales con respuestas concertadas entre los países miembros, para enfrentarlos en caso de que se ejerzan acciones que atenten contra la voluntad de Ecuador de impugnar los créditos que hayan lesionado la economía del país y su estado de derecho.

Al finalizar la cumbre, el Presidente de Venezuela, Hugo Chávez, dispuso a su Ministro de Finanzas, Alí Rodríguez, ex Presidente de la OPEP,  iniciar un proceso integral de la Auditoría Integral de la deuda venezolana y pidió a los demás países miembros del ALBA, que siguiendo el ejemplo ecuatoriano inicien procesos similares en sus países, incluyendo a aquellos que en años anteriores fueron parte de los llamados programas de alivio a la deuda. (Nicaragua, Bolivia y Honduras). /Información Ministerio de Finanzas

 

Emir Sader: Cala a boca, FHC!

Novembro 27, 2008

Cala a boca, FHC!

Quem disse: “ A globalização é o novo Renascimento da humanidade.”

Quem disse: “Quem acabou com a inflação, vai acabar com o desemprego.”

Quem disse: “Esqueçam o que eu escrevi.”

Quem disse: “Vou virar a página do getulismo.”

Quem disse, no último comício de Alckmin, no segundo turno, com a camisa fora da calça, desesperado: “Lula, você acabou, você morreu.”

Quem disse: “O Estado brasileiro gasta muito e gasta mal” e entregou o Estado com a dívida pública 11 vezes maior.

Quem disse: “Eu tenho um pé na cozinha” e depois de terminado o mandato, cinicamente acrescentou: “na cozinha francesa”.

Quem quebrou a economia brasileira três vezes e na última, em 1999, subiu a taxa de juros para 49%?

Quem reprimiu e tentou criminalizar os movimentos sociais?

Quem fez a Petrobras mudar de nome para Petrobrax, para tentar privatizá-la. Quem vendeu 1/3 das ações da Petrobras nas bolsas de valores de Nova York e de São Paulo? Quem quebrou o monopólio estatal do petróleo no Brasil?

Quem comprou votos de parlamentares para mudar a Constituição e conseguir um segundo mandato?

Quem aumentou como nunca o trabalho precário no Brasil?

Quem entregou o patrimônio público a preço de banana aos grandes capitais privados nacionais e internacionais, depois de sanear empresas públicas com dinheiro do BNDES e financiar essa transferência com juros subsidiados, no maior caso de corrupção da história brasileira.

Quem disse que os trabalhadores brasileiros são preguiçosos?

Quem disse que o Brasil tem vários milhões de pessoas “inimpregáveis”?

Quem sumiu o Brasil na longa recessão a partir de 1999, que só foi superada no governo Lula?

Quem quase liquidou o Mercosul com suas idéias de livre comércio e de prioridade de comércio com os países do norte?

Quem promoveu a mais ampla privatização da educação no Brasil?

Quem fracassou e teve seu governo largamente rejeitado quando seu candidato foi derrotado em 2002?

Quem não conseguiu nem que o candidato do seu partido defendesse seu governo nas eleições de 2006?

Quem é o político atualmente mais rejeitado pelo povo brasileiro, como tendo sido o presidente dos ricos?

Quem tinha o apoio de 18% dos brasileiros a esta altura do mandato, quando Lula tem 80% de apoio e 8% de rejeição.

Quem disse e fez tudo isso, FHC, deve calar a boca para sempre. O povo o rejeitou, o Brasil o rejeitou, democraticamente.

CALA A BOCA, FHC!


Carlos Chagas (fragmento)

Novembro 27, 2008
Tragédias em sucessão

Aproxima-se o 13 de dezembro, quando quarenta anos se completam da edição do Ato Institucional número 5, de triste memória. Naquela tarde, no segundo andar do Palácio Laranjeiras, no Rio, reuniu-se o Conselho de Segurança Nacional, composto pelo presidente Costa e Silva, o vice-presidente Pedro Aleixo, todos os ministros, mais os chefes dos gabinetes Civil, Militar e do SNI, além dos chefes de estado-maior dos ministérios do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Na véspera, a Câmara dos Deputados, em Brasília, havia negado licença para que fosse processado o deputado Márcio Moreira Alves, acusado de ofender a honra das Forças Armadas. Meses antes ele havia conclamado o povo a não comparecer às ruas para assistir aos desfiles do sete de setembro. Também recomendara às mocinhas solteiras e casadoiras que não dançassem com cadetes e jovens oficiais nos bailes comemorativos da independência.

Tratava-se de uma grande armação, tendo como pretexto o discurso do jovem parlamentar do MDB, que apesar de nem ter sido respondido pelo líder do governo, por desimportante, logo estaria distribuído por todos os quartéis do País como monumental ofensa do Congresso às Forças Armadas.

Desconhecendo a Constituição, que preceituava a imunidade na tribuna, os três ministros militares pediram ao ministro da Justiça a abertura de processo contra o Marcito. O professor Gama e Silva, radicalíssimo, também esqueceu de ler a lei fundamental, o mesmo acontecendo com o procurador-geral da República e com o Supremo Tribunal Federal.

Em vez de arquivar o pedido, por ilegal, a mais alta corte nacional de justiça pediu ao presidente da Câmara, José Bonifácio, para marcar sessão onde o pedido seria apreciado. Ora, esse caso apenas se configurava nos casos de impunidade, ou seja, prática de crimes comuns pelos deputados, não de imunidade, restrita aos crimes de opinião.

Até deputados da Arena, partido do governo, votaram contra a concessão da licença. Apesar de todos os generais e ministros declararem à imprensa que nada aconteceria no caso da negativa, estava tudo pronto para o golpe.

Na reunião do Conselho de Segurança Nacional, o presidente Costa e Silva deu a palavra aos presentes, que apenas com exceção do vice-presidente pronunciaram-se pela volta à ditadura plena, ou seja, a edição do Ato Institucional número 5, que sufocaria as liberdades constitucionais ainda vigentes. Cassações de mandatos, censura à imprensa, supressão do habeas corpus, intervenção nos estados e municípios, fechamento de universidades e muito mais.

Pedro Aleixo foi o único a sustentar que se as instituições estavam em perigo, que se aplicasse o remédio constitucional a decretações do estado de sítio. Ninguém o apoiou, a não ser Costa e Silva, que pediu a retransmissão de suas palavras, gravadas na hora. O vice estava resfriado e rouco. Foi um momento daqueles definitivos na História, porque apenas o presidente da República deveria decidir. O radicalismo prevaleceu. A versão é de que Costa e Silva seria deposto pelos chefes militares, caso não concordasse.

Verdade ou mentira, o velho marechal não teve forças para opor-se ao seu “pano de fundo”. O País mergulhou num de seus períodos mais sombrios, do qual ia saindo em agosto do ano seguinte, quando o presidente enfrentou os radicais e preparou-se para revogar o AI-5 e reconstitucionalizar o País. Sofreu um derrame cerebral uma semana antes de não passar à História como ditador. Mas esse episódio, muito mais trágico, fica para o ano que vem…


Brasil precisa investir R$ 10 bilhões, nos próximos cinco anos, para alavancar sistema de inovação. Parques Tecnológicos são estratégicos…

Novembro 26, 2008

TIC Brasil Mercado

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) divulgou, na última quinta-feira (13), durante a 4º edição da Nanotec, um dos maiores eventos de nanobusiness da América Latina, que aconteceu em São Paulo, o estudo “Parques Tecnológicos no Brasil”. De acordo com a pesquisa, o país precisaria de investimentos, públicos e privados, da ordem de R$ 10,2 bilhões, nos próximos cinco anos, para que seu sistema nacional de inovação e empreendedorismo dê um salto de qualidade. A condição é que o salto seja impulsionado com a aplicação desses recursos na estruturação de cerca de 20 Parques Tecnológicos em regiões estratégicas do país. O estudo sobre os Parques tecnológicos no Brasil e no mundo apresenta um conjunto de proposições de políticas públicas para alavancar o segmento no país. O trabalho foi realizado em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no período de fevereiro de 2007 a março de 2008, sob encomenda dos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Segundo a pesquisa, que servirá como ponto de partida para futuras ações do MCT, o Brasil está atrasado quando o assunto é inovação e empreendedorismo, mas encontra-se em um processo de recuperação do tempo perdido. Em entrevista exclusiva à TIC Mercado, o professor José Eduardo Fiates, diretor da Anprotec, falou sobre os principais resultados da pesquisa. Para Fiates, o Brasil deve adotar uma política pública abrangente de apoio aos Parques Tecnológicos e às empresas instaladas neles.

TIC – O estudo mostra que o Brasil precisaria de investimentos da ordem de R$ 10,2 bilhões, nos próximos cinco anos, para que o sistema nacional de inovação e empreendedorismo seja de qualidade. Estrategicamente, para onde deve ser direcionado esse recurso?

José Eduardo Fiates – O estudo realizado apresenta subsídios e sugestões de estratégias para planejamento e apoio ao processo de desenvolvimento dos Parques Tecnológicos no Brasil. Dentre as principais sugestões, destacam-se a proposta de uma taxonomia para classificação e ordenação dos Parques Tecnológicos brasileiros, as diretrizes para implantação de uma Política Pública sistêmica e abrangente de apoio aos Parques e um conjunto de programas de apoio para viabilização dos Parques Tecnológicos e apoio a empresas instaladas em Parques. Importante ressaltar que estas propostas foram geradas com base na opinião de lideranças brasileiras do governo, academia e setor privado com interesses na área, bem como nas experiências internacionais mais bem sucedidas, seja pelos resultados econômicos ou pelos avanços científicos e tecnológicos que geraram. Estima-se que serão necessários entre R$ 70 milhões e R$ 120 milhões ao ano em investimentos provenientes da esfera pública para que 20 Parques, já existentes, consigam alavancar suas atividades, tornando-se centros de excelência naquilo que desempenham. Outros R$ 500 milhões devem vir da iniciativa privada. Esses 20 Parques deverão estar aptos a gerar 7.500 empregos diretos cada, com cerca de R$ 150 milhões retornando aos cofres públicos no formato de impostos. Atualmente, temos 65 projetos de Parques no País, apenas 11 estão em operação. Os demais estão em fase de estudos ou implantação. Precisamos destravar aspectos burocráticos, ligados à legislação, para que facilitemos a captação de recursos e parcerias. Vale lembrar que no próximo 16 de dezembro, a Anprotec se reunirá com a Comissão Interministerial MCT & MDIC para que se trate especificamente o tema “Política Pública de Parques Tecnológicos no Brasil”. A reunião contará com a presença do Secretário Executivo do MCT, Luis Antônio Rodrigues Elias, além dos demais membros da Comissão. O objetivo é apresentar a situação dos Parques Tecnológicos no Brasil e discutir demandas e oportunidades para a implementação de programas de apoio ao tema. Para realizar a reunião, a Anprotec se comprometeu em apresentar um portfólio objetivo com informações executivas sobre os Parques Tecnológicos em operação, implantação ou planejamento.

TIC – Qual o papel dos Parques Tecnológicos para promover a inovação?

José Eduardo Fiates – Os Parques Tecnológicos podem e devem operar como plataformas para potencializar o processo de criação, atração e fortalecimento de empresas inovadoras numa determinada região, visando, especialmente, o desenvolvimento de setores econômicos com vocação e potencial de crescimento. Os Parques Tecnológicos promovem a integração com universidades e centros de pesquisa, facilitam o acesso a informações e recursos de fomento do sistema nacional de ciência e tecnologia, além de fortalecer o posicionamento estratégico e mercadológico das empresas instaladas no Parque junto ao mercado nacional e internacional.

TIC – Que estratégias o estudo propõe ao país para a criação de uma indústria do conhecimento de qualidade?

José Eduardo Fiates – O grande desafio é trabalhar uma cultura voltada ao empreendedorismo dentro das próprias universidades, sejam estas públicas ou privadas, estimulando a inovação. Além disso, para atingir resultados é preciso haver uma estratégia clara de posicionamento dos Parques Tecnológicos e também de crescimento. Em geral, o planejamento dos Parques depende do direcionamento do governo. Não é necessário criar uma lei específica sobre Parques Tecnológicos. Temos que aproveitar as regulamentações já existentes, como a Lei do Bem e a Lei da Inovação, para trabalhar melhor com todo esse processo. O País necessita melhorar sua infra-estrutura por meio da construção de estradas, realização de obras públicas, construção civil etc. Mas, também precisa financiar a estrutura empresarial para consolidação das entidades que lidam com empreendedorismo e inovação.

TIC – É possível avaliar o futuro do sistema de Parques Tecnológicos em cinco anos?

José Eduardo Fiates – Sim. O estudo evidencia que o movimento de Parques Tecnológicos tem se fortalecido de forma significativa no âmbito internacional, especialmente nos países emergentes e nos países desenvolvidos que focam a inovação como estratégica de crescimento. No caso do Brasil, esta expansão também se confirma pelo grande número de projetos em fase de operação ou implantação. Em função disso, o estudo consolida a visão de que os Parques Tecnológicos tem um papel cada vez mais fundamental como plataformas para o desenvolvimento econômico e tecnológico de países que pretendem se posicionar como líderes na chamada sociedade do conhecimento.

TIC – Em qual posição o Brasil se encontra no cenário internacional de Parques Tecnológicos?

José Eduardo Fiates – Atualmente, nenhum dos Parques Tecnológicos brasileiros contribui de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico do País. É preciso que haja estratégia política para equilibrar e otimizar o potencial do Brasil. A atuação desses centros precisaria estar mais integrada às necessidades regionais e às prioridades econômicas. Sem esses elementos, tampouco sem o aporte de universidades ou instituições de pesquisa, fica difícil gerar crescimento. Em termos numéricos, temos hoje 11 Parques Tecnológicos em operação no Brasil e cerca de outros 54 estão em fase de estudos ou implantação. O número total pode ser considerado bastante razoável, uma vez que outros países em desenvolvimento como Coréia do Sul, Taiwan e Índia, por exemplo, possuem um complexo de Parques Tecnológicos em torno de 20 ou 30 entidades. Creio que este seja um número também ideal para o Brasil. Ou seja, trabalharmos com cerca de 30 Parques considerados de excelência. Hoje, ainda estamos em uma posição intermediária. Mas, temos muito a evoluir. Cabe ressaltar também que o Brasil possui um dos movimentos mais fortes e dinâmicos do mundo na área de empreendedorismo, representado pelas cerca de 400 incubadoras. Além disso, cada vez mais, as universidades estão criando programas de formação e incentivo ao empreendedorismo, como forma de estimular a transferência de tecnologia para o setor privado e a transformação dos resultados de pesquisas em benefícios sociais e econômicos para a sociedade. Assim, o potencial de fortalecimento do país nesta direção é enorme, bastando consolidar os mecanismos e as políticas públicas de apoio ao setor.


Carlos Chagas

Novembro 26, 2008

 

Vale repetir: vão entregar o poder ao Serra?

BRASÍLIA – Insistimos na pergunta: vão entregar o poder ao Serra? A referência é para o fato de que nem divulgadas vêm sendo as pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto e adjacências a respeito das possibilidades de Dilma Rousseff eleger-se em 2010. A chefe da Casa Civil não passa de um dígito enquanto o governador de São Paulo vai além dos 40%.

As coisas podem mudar, ouve-se nos bastidores do governo, sendo o presidente Lula, por enquanto, o maior crédulo nas mudanças. O diabo é que, se as coisas não mudarem, como fica o sistema de poder hoje exercido pelo PT, PMDB e penduricalhos, beneficiados com nomeações, favores e facilidades de toda ordem?

Como ficarão as centrais sindicais, mesmo condenadas a um silêncio constrangedor, com a CUT à frente, mas felizes por conta da participação de seus dirigentes no banquete servido desde 2003? Nem se fala dos bancos e das financeiras, atendidos em suas mínimas necessidades ao primeiro sinal da crise mundial. Até os aquinhoados pelo bolsa-família começam a preocupar-se, ainda que pareça impossível José Serra retirar-lhes a esmola.

Todo esse complexo aglomerado de comensais anda acordando de pesadelos diante da simples hipótese de entrar em campo um novo time, provavelmente não menos ávido de ganhar as tetas do governo, dispostos que estão os tucanos a recuperar o tempo perdido.

Entregarão o poder ao Serra, sabendo todos das conseqüências para a vida de cada um, individualmente, além do estrago que poderá ser feito em suas corporações?

A partir da possibilidade de a candidatura da companheira não decolar, abrem-se mil esboços de estratégias. Por que não admitir outro nome do PT? A resposta é que o partido anda ralo de possibilidades, depois da queda de José Dirceu e de Antônio Palocci. Que tal buscar fora do PT, mas no governo, uma alternativa fiel?

Quem, sabendo-se que Henrique Meirelles não é do ramo e Nelson Jobim enfrenta sérios problemas de convivência no PMDB? Pinçar um candidato nos pequenos partidos afins, tipo Ciro Gomes? Também não dá, menos pelo sumiço do candidato duas vezes derrotado, mais por conta da ciumeira petista.

Esperar que Aécio Neves deixasse o ninho dos tucanos para lançar-se na aventura peemedebista? Ora, a legenda que antes pertenceu ao dr. Ulysses é hoje feudo de Lula, não propriamente entusiasmado pelo governador mineiro. Como se trata de um delírio esperar que o presidente manifeste qualquer simpatia pela candidatura do governador paulista, fica a equação à espera do principal fator: fazer o que para não entregar o poder a José Serra?

Quem quiser que conclua, partindo da premissa de não ser porque o termômetro registra altas temperaturas ser dele a culpa pela febre. O fato de há mais de dois anos estarmos alertando para o perigo do terceiro mandato ou similar não significa a sua defesa. Pelo contrário, exprime um alerta e uma denúncia.

Estão tramando a continuidade de Lula através de artifícios variados: se Fernando Henrique mudou despudoradamente as regras do jogo para conquistar o segundo mandato, por que Lula não poderia, “democraticamente”, fazer o mesmo? Ou então, para evitar a confusão eleitoral de dois em dois anos, por que não estabelecer a coincidência de mandatos municipais, estaduais e federais em 2012, com a prorrogação por dois anos dos períodos presidenciais, governamentais e congressuais? Todos iriam adorar. Para concluir, mais uma repetição: vão entregar o poder ao Serra?

“Exército Brancaleone”?

Os três mosqueteiros viraram quatro quando Cristovam Buarque, Eduardo Suplicy e Fernando Gabeira admitiram Paulo Paim na caravana que nos próximos dias começa a percorrer o País sustentando a necessidade de uma nova candidatura presidencial fora do eixo Dilma-Serra. Pediram inscrição os senadores Mozarildo Cavalcanti e Mão Santa, esperando-se a próxima adesão do senador Pedro Simon. Também Artur Virgílio foi convocado.

Não demora muito deixará de caber numa Kombi a comitiva programada para fazer palestras em universidades diversas. Vão precisar de um ônibus, ainda que se parlamentares ricos forem cooptados, por certo providenciarão um vôo-charter.

Com todo o respeito pelos ideais e até pelo diagnóstico correto de tornar-se necessário um candidato do Brasil, não apenas de São Paulo ou do PAC, a verdade é que essa iniciativa lembra muito as aventuras do “Exército Brancaleone”, inesquecível filme dos anos sessenta. Se não vão salvar Jerusalém das mãos dos infiéis, almejam ao menos oferecer ao País uma alternativa acima e além do ninho dos tucanos ou da estância dos companheiros.

Pode não dar em nada a empreitada, como tantas similares verificadas no passado. Será bom não esquecer, porém, que a campanha das “Diretas-Já” começou com um comício em Goiânia, com menos de quinhentas pessoas em praça pública aplaudindo o dr. Ulysses. A bola de neve cresceu, no final eram milhões, reunidos em torno dos maiores líderes nacionais, de Lula a Brizola, de Tancredo a Sobral Pinto, de Franco Montoro a Miguel Arraes. Fora alguns bicões que por caridade é bom não citar. Os de lá e os de cá…

Estado laico

Vamos deixar de fora o fato de que Cássio Cunha Lima perdeu o mandato de governador da Paraíba por haver feito no plano estadual aquilo que Lula cansou de fazer no plano federal, ou seja, tirar proveito de obras assistenciais realizadas em seu primeiro mandato para concorrer a um segundo. O jovem acabou fulminado pela Justiça Eleitoral, o torneiro-mecânico vai bem, obrigado.

O problema é que decisões judiciais não se discutem. Cumprem-se. Não dá para entender, assim, como o arcebispo de João Pessoa tenha comparecido ao palácio do governo não apenas para hipotecar solidariedade a Cássio Cunha Lima, um direito seu e até uma iniciativa louvável, mas para descer tacape e borduna no lombo do senador José Maranhão, que vai assumir o governo do estado. Duas vezes governador segundo colocado nas eleições de 2006, manda a lei que Maranhão ocupe o cargo. Por que diabos o arcebispo tinha de se meter em questões político-partidárias? O estado, no Brasil, continua laico…

A moda vinda do frio

Encontrou-se o presidente Lula, ontem, com o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev. Jantaram no Rio, deixando em aberto à indagação de ser verdade que os russos não entendem nada de protocolo, porque a obrigação de seu presidente era vir até Brasília, sede do poder federal, para as cerimônias de rotina.

Como George W. Bush já fez isso não faz muito, indo a São Paulo sem passar pela capital federal, é provável que a iniciativa russa tenha mais a ver com a disputa entre as duas potências do que propriamente com a intenção de nos desprestigiar. Como Lula engoliu mais um sapo na política internacional, deslocando-se para o Rio, o problema é dele. Ou dos caças Sukoi, que deixamos de comprar por pressão dos americanos, ainda que tenhamos adquirido uns tantos helicópteros russos de combate.

O que faz a gente pensar é sobre a conversa que mantiveram. Porque Medvedev acaba de ter seu mandato prorrogado, de quatro para seis anos. A Duma aprovou quase por unanimidade o casuísmo inexplicável, já que o representante das estepes foi eleito para quatro, não para seis anos. Qualquer mudança na legislação, pela lógica, deveria valer para o seu sucessor, não para ele. Será que a moda vinda do frio poderá nos contaminar?


Novos “think tanks” no centro do palco

Novembro 26, 2008

cap_thinktankO que um progressista é? De visão ampla. Inovador. Otimista. Pragmático. Justo. Respeitoso. Patriota. E o que não é? De visão estreita. Temeroso de idéias novas. Ingênuo. De mente fechada. Egoista. Arrogante. Xenófobo.

O círculo ao lado, com o que ele é e não é, está no web site do Center for American Progress, CAP (saiba mais sobre ele AQUI). E de Nova York a jornalista Andrea Murta informou na Folha de S. Paulo: “o esquerdista Centro para o Progresso Americano” está emplacando membros na equipe do presidente eleito Barack Obama e poderá ter no novo governo “papel semelhante ao ocupado pela conservadora Heritage Foundation no governo Ronald Reagan” (leia a íntegra AQUI).

Certamente a informação faz sentido, até porque a primeira escolha de Barack Obama foi John D. Podesta, presidente e executivo-chefe do CAP (além de ex-chefe de gabinete do presidente Clinton  na Casa Branca e professor da escola de Direito da Universidade de Georgetown) para chefiar a equipe de transição. Mas é um exagero chamar o CAP de esquerdista (a própria escolha do nome “Centro” pode ser deliberada, para explicitar a posição centrista).

E dificilmente ele terá o papel relevante da Heritage Foundation. Há diferença razoável entre o pequeno CAP e aquela fundação que atuou com tanta desenvoltura no governo Reagan, mesmo dividindo o espaço com o AEI (American Enterprise Institute), também ativa e de direita. Fora do palco central nos oito anos de Clinton (quando davam assistência à maioria republicana do Congresso), as duas – abrigando vários dos neocons – ainda retornaram, com mais força, nos dois mandatos de George W. Bush (2001-2009).

Depois da guinada à direita

Parece natural o CAP – e seu parceiro CAP Action Fund, também presidido por Podesta – dividir o espaço com outras organizações igualmente inclinadas para o centro, como a Brookings Institution, antiga, tradicional e bem maior (é onde ainda serve o ex-embaixador Lincoln Gordon). Esquerdista seria o também atuante – e bem menos dotado de recursos – Institute for Policy Studies (IPS), muito ativo na Washington do presidente Jimmy Carter.

O que aconteceu entre a fase final dos protestos contra a guerra do Vietnã (dias agitados, que incluiram a cobertura de Watergate) e o início promissor do governo Carter foi uma espécie de reorganização da direita, que passou a cooptar quadros nas Universidades para combater a fantasiosa “ameaça vermelha”. Daí a proliferação em todo o país dos think tanks conservadores, hoje amplamente predominantes.stone-header1

Foram devastadores os efeitos disso no jornalismo e na área acadêmica. Ainda no início do governo Reagan, ouvi uma queixa amarga do jornalista I. F. Stone (visto ao lado, no traço de David Levine), o lendário criador do I. F. Stone’s Weekly. Ele contou como a direita tinha passado a recrutar – ou melhor, “comprar” – os mais promissores estudantes universitários com propostas irrecusáveis (saiba mais sobre Stone AQUI no magnífico web site criado para contar sua história e expor sua obra).

Apenas “idéias progressistas”

Além disso, institutos como o IPS – onde estava Orlando Letelier, ao ser morto em atentado terrorista no coração de Washington, em 1976 – tornaram-se alvos de campanhas difamatórias desencadeadas por organizações de extrema direita como a Accuracy in Midia (AIM) e sua parceira da área acadêmica, Accuracy in Academia (AIA), dedicadas então a ressuscitar, no estilo macarthista, a “ameaça comunista”.

Naquele clima institutos como o IPS – atacado até em anúncios de página inteira dos jornais pela direita enfurecida – tornaram-se “controvertidos” e perderam parte de suas fontes de financiamento. Atualmente esses grupos têm dificuldade para sobreviver, sempre caçados por impérios de mídia como os de Rupert Murdoch (Fox e outros veículos) e do reverendo Moon (Washington Times e outros).

Os mais novos – como o CAP, criado em 2003 – preferem ficar no centro e evitam ir para a esquerda, com medo do rótulo. No máximo, definem-se como “progressistas”. O presidente Podesta, extremamente leal a Clinton, até nos piores momentos, fica longe da definição ideológica. O lema no alto da página do CAP na Internet é “idéias progressistas para uma América forte, justa e livre”. Também em destaque na página da Internet estão as quatro prioridades progressistas:

  • Restauração da liderança global dos EUA;
  • Aproveitando a oportunidade, chegar à auto-suficiência energética;
  • Distribuição equitativa dos frutos do crescimento econômico progressivo;
  • Criação do sistema universal de assistência à saúde, para todos os americanos.
Moderados até certo pontoblueprint_feature1

Entre os especialistas do Center for American Progress estão alguns expoentes do liberalismo político americano. Morton Halperin, um deles, serviu a três governos (Johnson, Nixon e Clinton), inclusive no Pentágono e no Conselho de Segurança Nacional, onde foi grampeado pelo chefe, Henry Kissinger, depois condenado na Justiça a indenizá-lo pelo crime – com  um pagamento simbólico estipulado pelo próprio Halperin: US$ 5.

Mark Green (mais sobre ele AQUI), outra personalidade do CAP, foi protegido de Ralph Nader no início da carreira. Elegeu-se mais tarde Advogado Público de Nova York e acabou derrotado ao se candidatar a prefeito em 2001. Recentemente Green assumiu a direção da Air America, rede liberal radiofônica de talk shows. Autor de mais de 20 livros, lançou agora Change for America (veja a capa acima), manual progressista para ajudar as mudanças pretendidas por Obama.

Ruy Teixeira (mais sobre ele AQUI), cientista político de ascendência portuguesa, teve o mérito há seis anos de lançar (com John Judis) o ensaio The Emerging Democratic Majority, prevendo que os democratas estavam destinados, demograficamente, a se tornar o partido majoritário dos EUA (exatamente como a previsão correta de Kevin Phillips em favor dos republicanos em 1967). Respeitado por liberais e conservadores como especialista em opinião pública, Teixeira mostra-se centrista.

Não é esse o caso de Eric Alterman (mais sobre ele AQUI), professor de jornalismo, colunista da revista The Nation e autor de vários livros. Sem medo de ser rotulado de esquerdista, ele é duro nas críticas aos impérios de mídia (o de Murdoch em especial) e também colabora ativamente com o web site Media Matters for America, que expôs dia a dia as excessos da cobertura maliciosa contra Obama durante a última campanha presidencial.

Breve perfil

Como jornalista, escrevo regularmente para o diário Tribuna da Imprensa (leia AQUI) do Rio de Janeiro, desde a década de 1980. Como autor, publiquei os livros Informação e Dominação (edição do Sindicato de Jornalistas do Rio de Janeiro, 1982 – esgotado), Caça às Bruxas – Macartismo: Uma Tragédia Americana (L&PM, Porto Alegre, 1989), O Império Contra-Ataca – As guerras de George W. Bush antes e depois do 11 de setembro (Paz e Terra, São Paulo, 2004) e fui colaborador de Rede Imaginária – TV e Democracia (org. por Adauto Novaes, Companhia das Letras, São Paulo, 1991), Mídia & Violência Urbana (Faperj, Rio de Janeiro, 1994).


Novembro 21, 2008

Amanhã completam-se 45 anos do assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy, em Dallas, nos EUA, reafirmando a tradição local de resolver dificuldades à bala, tantas vezes expressa em assassinatos de presidentes.

Haveria alguma relação entre aquele sombrio fragmentar dos miolos do estadista com a explosão das torres gêmeas de N.Y.C. tantos anos depois.

Eu era um menino de 10 anos de idade e subia, caminhando, a Ângelo Sampaio, rumo à mercearia do Caruso, quando encontrei um amigo sentado na calçada “grudado no radinho-de-pilha”.

Quem matou o presidente? Quem derrubou as torres?

Em 1963 os cons ainda não haviam inventado a Al Caeda, as armas de destruição em massa, etc… As sangrentas ditaduras ainda não se haviam espalhado pelo mundo, o dollar ainda tinha lastro em metal nobre e a grande escalada norte-americana no Vietnã ainda não havia começado.

De todo modo o assassinato contou com tantos ou mais detalhes inconsistentes quanto a explosão das torres, fazendo-nos pensar naquela frase famosa do grande pensador grego: A democracia é o regime que antecede ao da oligarquia.


Carlos Chagas: Novo algoz dos direitos trabalhistas

Novembro 21, 2008

 

BRASÍLIA – Que o ex-presidente Fernando Henrique bateria palmas efusivas, não se duvidava. Ele sempre defendeu a extinção dos direitos trabalhistas, sob o eufemismo da “flexibilização”. Surpresa, mesmo, foi assistir ao ministro da Justiça, Tarso Genro, sustentar a retirada dos direitos trabalhistas do texto da Constituição e, pior ainda, acentuar que a lei não deveria cuidar das prerrogativas do assalariado. Em suas palavras no plenário da Confederação Nacional da Indústria, esta semana, os direitos trabalhistas deveriam resultar de entendimento entre patrões e empregados, através de contratos coletivos.

Para um petista histórico seria um sacrilégio, não fossem os pecados há seis anos cometidos pela imensa maioria dos companheiros, transformados quase todos em neoliberais. Será que Tarso Genro esqueceu as fábulas ouvidas em seus tempos de criança, com ênfase para a história do lobo e do cordeiro? Defende a livre negociação entre a guilhotina e o pescoço, precisamente o que já acontece desde a supressão (perdão, flexibilização) de montes de direitos trabalhistas durante o consulado do sociólogo.

O pior é que ninguém mais fica indignado, todos se acomodam diante da metamorfose verificada no PT por conta do uso do poder. O silêncio é absoluto, por parte das centrais sindicais, CUT à frente. Na Câmara dos Deputados, protestou apenas Vanessa Grazziotin, do PC do B.

O ministro, em sua palestra, alegou a existência de “novas formas de trabalho”, justificando para elas a ausência das garantias uma vez estabelecida por Getúlio Vargas. Convenhamos, só falta mesmo recriar a mecânica do “trabalho sem salário”, coisa que nos faria clamar pela presença da princesa Isabel entre nós.

Não vem que não tem

Através de interlocutores especiais, o ministro Hélio Costa tem sinalizado para o governador Aécio Neves que se por hipótese ingressar no PMDB deverá contentar-se com uma candidatura ao Senado, já que o partido marchará com a indicação a ser feita pelo presidente Lula. Mais ainda, o titular das Comunicações deixa claro que qualquer acordo em torno do Palácio da Liberdade, em 2010, parte da premissa de sua candidatura, irreversível e inarredável.

Não podode ser verdade

Atribuiu-se ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, o comentário de que os comandantes das Forças Armadas não tolerariam a indicação de um determinado cidadão para ministro do Tribunal de Contas da União.

Não pode ser verdade. Primeiro porque o ministro da Defesa não possui qualquer ingerência sobre o TCU, órgão auxiliar do Congresso Nacional. Depois, porque os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica há décadas vêm mantendo conduta exemplar, dissociados por completo de questões políticas. Voltados para suas atribuições constitucionais, em momento algum admitiriam interferir em qualquer setor da administração. Não pode ser verdade, mesmo.

Águas evaporadas

A passo de tartaruga, arrastam-se as obras do desvio das águas do rio São Francisco. Mesmo sem a crise econômica, do jeito que as coisas andam, apenas no próximo século um braço do Velho Chico chegaria ao Rio Grande do Norte e outros estados do Nordeste.

Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional, garante que os cronogramas vêm sendo cumpridos, mas essa é sua obrigação, mais como ministro, menos como baiano, pois seu estado natal rejeita o desvio, preferindo as igualmente vagarosas obras de revitalização do rio.

Melhor faria o presidente Lula se anunciasse o adiamento do projeto, pois se arrisca a não cumprir a promessa de encerrar seu segundo mandato com o São Francisco irrigando por completo a região nordestina. Porque será cobrado, quando acirrar-se a campanha sucessória. Ele e, quem sabe, a ministra Dilma Rousseff, por coincidência a mãe do Programa de Aceleração do Crescimento.

Tião não recua

Decisão tomada pelo senador Tião Viana: levar até o fim sua candidatura à presidência do Senado. Com apoio velado ou ostensivo do presidente Lula, ou sem nenhum apoio, disputará a sucessão de Garibaldi Alves. Em função disso, tem conversado muito com os colegas, freqüentando o plenário mesmo quando o senador Mão Santa discursa apenas para os funcionários.

Tudo depende, agora, do senador José Sarney. Se aceitar sua candidatura, Tião Viana não terá chances. Mas se cumprir a determinação anunciada até agora, de não ser candidato, assistirá até mesmo senadores do PMDB votando no petista. Porque qualquer outro nome do PMDB rachará a bancada.

Enquanto isso o presidente Lula oscila entre participar ou lavar as mãos. Esta semana declarou preferir “ficar no seu cantinho”, ou seja, no Palácio do Planalto, deixando a questão para deputados e senadores. Chegou a reconhecer que o PMDB tem o direito de ocupar as presidências da Câmara e do Senado, por dispor da maioria nas duas casas.


Graves irregularidades se revelan en informe de auditoría de la deuda externa

Novembro 21, 2008

Quito, 21 de noviembre de 2008.- La traducción de documentos por parte de abogados de los acreedores de la deuda externa, que debían ser suscritos por ex procuradores del Estado, ex ministros de Finanzas vinculados a los acreedores y otro tipo de irregularidades fueron reveladas por Leonardo Olmos, integrante de la Comisión para la Auditoría Integral del Crédito Público, durante la presentación del informe final realizado por el organismo.

Olmos indicó que dentro del trabajo realizado pocas fueron las instituciones que entregaron documentación, ya que la mayoría entre ellas la Junta de Defensa Nacional y el propio alcalde de Guayaquil, Jaime Nebot, señalaron que nunca se beneficiaron de rubros de la deuda externa.

Añadió que se han descubierto evidencias de ilegalidad e ilicitud en múltiples renegociaciones con la banca privada internacional, perjudiciales al Ecuador y favorables a los intereses de los acreedores; la utilización de artificios contables y la renuncia a la prescripción, seguida de la conversión de la deuda prescrita en Bonos Brady y de ésta en Bonos Global.

El Fondo Monetario Internacional (FMI) participó activamente en todos los convenios que celebró el país con la banca privada internacional, mediante su informe favorable y obligatorio, en el cual se condicionaba un acuerdo stand by que significaba complicidad con los acreedores privados.

A esto se suma, el alza unilateral de las tasas de interés a niveles exorbitantes a partir de 1979 que significó una alteración fundamental de las circunstancias a que se sujetaban los contratos, infringiendo la equidad, que es uno de los principios generales del derecho.

Las “refinanciaciones” de la deuda comercial realizadas a partir de 1983 (ERA 83, ERA 84 y MYRA) significaron el pago directo en el exterior, por el Banco Central, de Pagarés y de obligaciones de “Contratos Originales” de entidades públicas y gobierno, asumiendo el Banco Central nuevos préstamos a su cargo por el monto liquidado. Además de la ausencia de registro del ingreso de los recursos de esos nuevos préstamos.

Precisó, que el Plan Brady significó el canje de una deuda ya prescrita, que, además, valía alrededor del 25 por ciento, en el mercado secundario, por bonos con capitalización explicita de intereses.

En cambio que los bonos Global presentan serios indicios de ilegalidad desde su instrumentación, en el año 1999 hasta su emisión en el 2000, donde incluso se ocultaron hasta documentos por cierto periodo. Donde incluso se verificó que las garantías Colaterales (US$ 724 millones) fueron utilizadas para otros fines indebidos, luego de ser depositados en una cuenta en el exterior, en Salomón Smith Barney, que no fue contabilizada en el Ecuador, ni por el Ministerio de Finanzas ni por el Banco Central.

En tanto, la comisionada Karina Saenz añadió que se encontró injerencia en asuntos internos del país con la consecuente lesión a la soberanía. Renuncia a la inmunidad soberana del país, a la inmunidad de jurisdicción y al derecho a la defensa y reclamación.

Violación de derechos fundamentales de personas y pueblos; así como, irrespeto a los instrumentos internacionales de derecho.

Además, de Cláusulas abusivas que violentan los derechos del país soberano. Violación de los estatutos de los organismos de crédito internacional como el Fondo Monetario Internacional (FMI), del naco Mundial (BM), del banco Interamericano de Desarrollo (BID) y leyes de los estados prestamistas y prestatarios.

Añadió que el informe señala que los organismos multilaterales, la banca extranjera y demás acreedores, con la participación de autoridades y funcionarios nacionales, impusieron sus condiciones al país, forzaron a un mayor nivel de endeudamiento y a sucesivos procesos de “reestructuración” no transparentes que generaron la transferencia de deudas privadas al Estado, canjes y pagos anticipados injustificados, costos onerosos y operaciones directas en el exterior, sin registro en el Ecuador.

Ello provocó desvíos y distorsiones en el destino de los créditos para atender las exigencias de pago a los acreedores privados del exterior. En el caso de la banca privada internacional, lo hicieron representados por un reducido grupo de bancos: Shearson Loeb Rhoades, Lloyds Bank, Citybank, JPMorganChase.

“Esto constituye actos lesivos a la dignidad de la Nación y constituyen violaciones a la Constitución y Leyes de la República del Ecuador. La evidencia obtenida, demuestra la violación continua de la Constitución, Código Civil, Código de Comercio, Ley Orgánica de Administración Financiera y Control, Ley de Consultoría, Ley de Contratación Pública, entre otras”, concluyó. GAV/Prensa Presidencial